segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Caminhos I

Edward Arthur Walton, A Lincolnshire landscape (1889).
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The road to wisdom?
- Well, it's plain
and simple to express:
Err
and err
and err again
but less
and less
and less.
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Piet Hein (1966), 
citado por The Dutchess (12/1/2011).

domingo, 30 de janeiro de 2011

Retrato IV

Pierre Bonnard, Portrait d'Ambroise Vollard (1904-5, Kunsthaus, Zürich).
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«Melhor me lembra a tua alma, que a tua fisionomia. E se quero o teu retrato é para me recordar algo do que é imaterial, de tal forma as linhas da matéria se ligam às do espírito».
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Raul Brandão.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Le Bal de l'Opéra

Henri Gervex, Le Bal de l'Opera (1886, Galerie Heim)
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«(...) cette foule noir, lente et pressée, qui va, vient, serpente, tourne, retourne, monte, descend, et qui ne peut être comparée qu'à des fourmis sur leur tas de bois (...)».
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Honoré de Balzac, Splendeurs et Misères des courtisans (1869).
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Acerca desta pintura e dos bailes de máscaras da Opéra de Paris,  há um interessante texto no site da Galerie Heim.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Paz interior

James Tissot, The Hammock (1880, The Art Institute of Chicago).
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«Find peace with yourself by accepting not only what you are, but what you are never going to be».
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Porque a chuva está de volta

Norman Garstin, The Rain it Raineth Every Day (1889, Penlee House, Penzance).
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«Wherever you go, no matter what the weather, always bring your own sunshine». 
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

As nuvens

Thomas Cooper Gotch, Clouds.
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«A pessimist sees only the dark side of the clouds, and mopes; a philosopher sees both sides, and shrugs; an optimist doesn't see the clouds at all - he's walking on them».
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Leonard Louis Levinson.

As mãos

Columbano Bordalo Pinheiro, A Luva Cinzenta (1881, Museu do Chiado-MNAC).
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"(…) as mãos são quase seres animados. Serviçais? Talvez.
Mas dotadas de um temperamento enérgico e livre, de uma fisionomia - rostos sem olhos e sem voz, mas que vêem e que falam...
(…) A mão é acção: ela toma, ela cria, e por vezes, dir-se-ia que ela pensa. Em repouso, ela não é uma ferramenta sem alma, abandonada sobre a mesa ou pendurada ao longo do corpo: o hábito, o instinto e a vontade da acção meditam nela e não é preciso um longo exercício para adivinhar o gesto que ela vai fazer (…)»
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Henri Focillon.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Para a minha princesa que hoje faz 3 anos

Arthur John Elsley, Tea-Time.
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«muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, a fazer pequenas coisas, pode mudar o mundo."
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Sara.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sunshine award 2011

Recebi hoje o prémio Sunshine Award, que me foi atribuído pela Ana do blogue (In)Cultura, o qual muito aprecio e que muito me dá a conhecer.

Agora deverei re-oferecer o award a 12 blogues de que goste, passar o sunshine a cada um dos blogs e avisar o bloguista premiado.
E os contemplados, porque todos eles, cada um da sua forma, trazem luz aos meus dias, são:

Arpose
Constante Procura
Etnografia de circunstância(s)
Gandalf's Gallery
Ilustração Portuguesa
(In)Cultura
Moonlight and Hares
Presépio com vista para o Canal
Prosimetron
The dutchess
Victorian / Edwardian Paintings
Vintage Poster

sábado, 22 de janeiro de 2011

A propósito de uma fotografia


Sé de Lisboa, c. 1990.
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«There is only you and your camera. The limitations in your photography are in yourself, for what we see is what we are».
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tempo de Inverno I

Veikko Vionoja, The Old Village (1956).
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Lawren Stewart Harris, The Red House.
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Marie-Louise von Motesiczky, View from the Window (1925).
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January opens
The box of the year
And brings out days
That are bright and clear
And brings out days
That are cold and grey
And shouts, "Come see
What I brought today!"
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Leland B. Jacobs.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tempo de Inverno

Cesar Boëtius van Everdingen, Young Woman Warming her Hands over a Brazier (c.1650, imagem retirada do blog Gandalf Gallery).
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«Winter is the time for comfort, for good food and warmth, for the touch of a friendly hand and for a talk beside the fire: it is the time for home».
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Edith Sitwell.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Retrato III

Isidor Kaufmann, Portrait of a Rabbi.
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«O retrato não nos fala apenas, no seu "quase falar": insere-nos numa vasta rede colectiva de outras forças de afecto. Porque o retrato traz no olhar, na boca, nas rugas, nas infinitas pequenas percepções que dele emanam, um, dois, vários mundos. Um retrato é sempre uma multidão».
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José Gil (1999).
 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Retrato II

Alfred Smith, Portrait de la mère de l'artiste (Museu d'Orsay, Paris).
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O retrato tem o poder de conservar afectos para além do tempo.
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José Gil (1999).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

E castelos...

Thomas Miles Richardson Junr., A view of Kilchurn Castle, Loch Awe, Argyll (1838)  
Kilchurn Castle (Escócia).
 Almourol (Portugal)
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Ao ver a pintura do castelo de Kilchurn, construído cerca de 1450, lembrei-me do castelo de Almourol, muito mais antigo, construído pelos Templários em 1171. Creio que o que os une é o romantismo do local, sobretudo devido a terem sido erigidos em pequenas ilhas. O castelo escocês beneficia ainda da atmosfera nebulosa daquelas paragens, o que lhe confere uma aura mais mística, a qual foi bem explorada pela aguarela de Thomas Miles Richardson (1813-1890).

domingo, 16 de janeiro de 2011

Casas

 
Johannes Vermeer, View of Houses in Delft (c. 1658, Rijksmuseum, Amsterdam).
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Edward Henry Fahey, Old farmhouse.
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Alberto Pasini, Trois Arabes dans une cour (1887).
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«Je ne veux pas que ma maison soit murée de toutes parts, ni mes fenêtres bouchées, mais qu'y circule librement la brise que m'apportent les cultures de tous les pays».
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Interpretar a natureza II

Alexander Mann, The Shipwright's Daughter (1883).
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O poeta deve ter um só modelo, a Natureza; um só guia, a verdade.
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Victor Hugo,

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Paisagens de Inverno


Fritz Thaulow, Winter on the Isle of Stord - Jos Albert, Winter in Brabant - Peder Mørk Monsted, Ponte-Campovasto (1914).
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«Como é possível não reconhecer a beleza de um dia de Inverno?, a essência poética de uma pedra recoberta por musgo, o onirismo do nevoeiro, a omnipotência da cor cinzenta, a melodia do vento, o divino acorde da chuva tocando a terra, o odor inebriante do húmus, a visão transcendente de um manto de neve, a generosa revelação de uma árvore desnuda e de braços erguidos para o infinito...»
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Cátia Mourão, Facebook (14 de Janeiro de 2011).

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Espelho

Veikko Vionoja, Kesämökin sisäkuva (1974).
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mirror facing a mirror
nowhere else
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Ikkyu Sojun,
Citado por Ana no Prosimetron.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A raposa

Karen Davis, Clothed in silver.
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— Qui es-tu ? dit le petit prince. Tu es bien joli…
— Je suis un renard, dit le renard.
— Viens jouer avec moi, lui proposa le petit prince. Je suis tellement triste…
— Je ne puis pas jouer avec toi, dit le renard. Je ne suis pas apprivoisé.
— Ah ! pardon », fit le petit prince.
Mais après réflexion, il ajouta :
« Qu’est-ce que signifie « apprivoiser » ?
— Tu n’es pas d’ici, dit le renard, que cherches-tu ?
— Je cherche les hommes, dit le petit prince. Qu’est-ce que signifie « apprivoiser » ?
— Les hommes, dit le renard, ils ont des fusils et ils chassent. C’est bien gênant ! Ils élèvent aussi des poules. C’est leur seul intérêt. Tu cherches des poules ?
— Non, dit le petit prince. Je cherche des amis. Qu’est-ce que signifie « apprivoiser » ?
— C’est une chose trop oubliée, dit le renard. Ça signifie « Créer des liens… »
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Antoine de Saint-Exupéry, 1943, Le Petit Prince (excerto).

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Arte II

Diego Velázquez, The Needlewoman (c. 1635-1643,  National Gallery of Art, Washington).
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«L'art c'est toute la vie».
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Jules Laforgue.
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Citado in Pinto, Manuel de Sousa, Barros, João de, dir.,
1904, Arte & Vida. Revista d'arte, critica e sciencia, Coimbra, Livraria Académica, Nov., 1.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Viragens da Civilização

Charles Spencelayh, Listening In  (exposto em 1933, Tate Collection).
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«A cada viragem da civilização correspondeu, por conseguinte, o seu imaginário nómada, com o seu encantamento, alimentando assim um sonho ambivalente de evasão, vertigem provocada, ao mesmo tempo, pelo temor e pelo fascínio da descoberta de outros espaços e de outras liberdades (...)».
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Adriano Duarte Rodrigues, Técnicas da Comunicação e da Informção, Lisboa, Editorial Presença, 1999.

Para o meu marido ...

Para o meu marido que faz anos hoje e gosta muito da pintura de Diaz de La Peña.
Narcisse-Virgile Diaz de la Peña, The Old Windmill near Barbizon.

domingo, 9 de janeiro de 2011

A face

Thomas Eakins, Portrait of Professor Henry A. Rowland (1897, Addison Gallery of American Art, Andover)
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«A face é uma imagem do eu delineada segundo determinados atributos sociais aprovados e no entanto partilháveis, dado que, por exemplo, pode-se dar uma boa imagem da profissão que se exerce ou da confissão religiosa a que se pertence ao dar uma boa imagem de si próprio».
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Goffman (1974),
Citado por Adriano Duarte Rodrigues, «Processos cognitivos e estratégias de comunicação».

sábado, 8 de janeiro de 2011

Escrever

Pietro Antonio Rotari, Young girl writing a love letter.
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«Escrevo. Escrevo que escrevo. Mentalmente vejo-me a escrever que escrevo e também posso ver-me a ver que escrevo. Recordo-me já escrevendo e também vendo-me que escrevia. E vejo-me recordando que me vejo a escrever e recordo-me vendo-me a recordar que escrevia e escrevo vendo-me a escrever que recordo ter-me visto a escrever que me via a escrever que recordava ter-me visto a escrever que escrevia e que escrevia que escrevo que escrevia. Também posso imaginar-me escrevendo que já tinha escrito que me imaginaria escrevendo que tinha escrito que me iimaginava escrevendo que me vejo a escrever que escrevo».
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Salvador Elizondo, El Grafólogo,
citado por Mario Vargas Llosa, A Tia Julia e o Escrevedor, D. Quixote, 1988 (3.ª ed. 2010).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ler II

José Villegas Cordero, Retrato de Miss Elliott (1892).
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Descobri esta citação num marcador de livros da Librarie Fraçaise que já não me lembro como me veio parar às mãos:

«On ne pourra pas accroître la distance entre le main qui écrit et les yeux qui lisent: elle est toujours infinie».
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Pascal Quignard.

Viajar no tempo

Wayne Thiebaud, Man Sitting - Back View (1964, Albrecht-Kemper Museum of Art, St Joseph, Missouri).
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Julgo inútil explicar-vos que não levei meses, nem dias, nem outra quantidade qualquer de qualquer medida de tempo a viajar. Viajei no tempo é certo, mas não do lado de cá do tempo, onde contamos por horas, dias e meses; foi do outro lado do tempo que eu viajei, onde o tempo se não conta por medida”.
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Bernardo Soares, Livro do Desassossego
(citado por Sandra Leandro, «O Leão Negro», in Columbano, MNAC-Leya, 2010).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Feliz dia de Reis!

Ilustração de Anton Pieck.
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Cá me veio ao pensamento
Uma lembrança divina
Que a virgem nossa senhora
Há-de ser nossa madrinha

Há-de ser nossa madrinha
Que nos queira ajudar
E o nosso São José
Que nos queira acompanhar

Que nos queira acompanhar
Vem na nossa companhia
Vamos nós cantar os reis
Cantemos com alegria

Cantemos com alegria
Com muita paz e amor
Em louvor da cristandade
E do Cristo redentor.
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A caça de horizontes

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«... de espingarda ao ombro subia todas as manhãs muito cedo à cumeada das serras por onde me deixava ficar horas esquecidas, mas a caçar de preferência ou exclusivamente, perspectivas e horizontes...».
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Teixeira Gomes (1909).

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011