Todos, todos sentadinhos
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Com sapatos de veludo...
Todos, todos sentadinhos
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Nossa Senhora do Ameal
sábado, 25 de julho de 2009
Compreender a eternidade
Convento dos Capuchos (Fotografia de Margarida Elias, Julho de 2009).
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Se o nosso espírito pudesse compreender a eternidade ou o infinito, saberíamos tudo. Até podermos entender esse facto, não podemos saber nada.
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Fernando Pessoa,
in Constante Procura, 11 de Julho de 2009.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Sorolla no Prado
Esta reprodução é de uma obra que julgo que não está nesta exposição, mas esteve em Lisboa, numa exposição do Palácio Galveias sobre pinturas espanholas nos museus de Cuba.
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Para saber mais:
Museu Nacional do Prado
Alexandre Pomar: «Sorolla - O Verão no Prado»
Para conhecer mais obras deste pintor:
terça-feira, 21 de julho de 2009
A construção da paisagem
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
A Paisagem na actualidade
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A crise da paisagem, hoje, está ligada com o sentimento de perda do espaço natural»
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Palavras de Joan Fontcuberta, in Landscapes without memory (2005)
(Citado por Luís Henriques).
sábado, 18 de julho de 2009
Benção
May the wind be always at your back.
May the sun shine warm upon your face;
the rains fall soft upon your fields and until we meet again,
may God hold you in the palm of His hand.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Música Infantil - Ai meu burro…
Ai meu burro ai meu burro que me doi a cabeça!
O médico me manda uma gorrinha preta, uma gorrinha preta, (batendo palmas) sapatos trolaró, sapatos trolaró.
Ai meu burro, ai meu burro que me doi os olhinhos!
O medico me manda um par de ocolinhos!
Um par de ocolinhos, uma gorrinha, sapatos trolaró, sapatos trolaró.
Ai meu burro, ai meu burro que me doi a garganta!
O médico me manda uma gravata branca, uma gravata branca, um par de ocolinhos, uma gorrinha preta, sapatos trolaró, sapatos trolaró.
Ai meu burro ai meu burro que me doi o coração!
O médico me manda pinguinhos de limão, pinguinhos de limão uma gravata branca,um par de ocolinhos ,uma gorrinha preta, sapatos trolaró, sapatos trolaró.
Ai meu burro,ai meu burro que me doi a barriga!
O médico me manda um chá de ortiga, um chá de ortiga, pinguinhos de limão, uma gravata branca, um par de ocolinhos, uma gorrinha preta, sapatos trolaró, sapatos trolaró.
Ai meu burro ai meu burro que me doi o corpo todo!
O médico me manda ir já, ir já pra cama, um chá de ortiga, pinguinhos de limão, uma gravata branca, um par de ocolinhos, uma gorrinha preta, sapatos trolaró, sapatos trolaró.
---Educação de Infância.
João e o Pé de Feijão...
«Imagination grows by exercise, and contrary to common belief, is more powerful in the mature than in the young.»
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William Somerset Maugham
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Citado por The Dutchess (17 de Julho de 2009).
quinta-feira, 16 de julho de 2009
A Virgem e o Menino
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Margarida Elias.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Convento dos Capuchos
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«O Convento de Santa Cruz da Serra de Sintra, também conhecido como "Convento dos Capuchos" ou "Convento da Cortiça", foi edificado em 1560 (...)». Mandado construir por D. Álvaro de Castro, foi habitado até 1834, data da extinção das ordens religiosas em Portugal. O espaço encontra-se de acordo com «a filosofia de respeito pela harmonia entre a construção humana e a construção divina, razão pela qual o edifício se funde com a natureza, indissociável da vegetação e incorporando na construção enormes fragas de granito (...)». William Beckford designou-o como "Convento da Cortiça" (no diário de viagem de 1787) porque a «cortiça dos sobreiros existentes na cerca foi utilizada como material de isolamento».
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Citações do folheto informativo: Convento dos Capuchos.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Vandalismo
«A moradia n.º 28 da Rua de Alcolena, com painéis de azulejos de Almada Negreiros e esculturas de Amaral Paiva, está em processo de classificação patrimonial como imóvel de interesse municipal. Não obstante, foi hoje arrombada e encontra-se em risco de vandalismo. Aqui vão algumas fotografias tiradas a partir do exterior pela Arq. Rita Almada Negreiros, que mostram portas abertas e vidros partidos na zona da marquise (rés-do-chão, à esquerda)».Informações: Museu de PJ (Projecto SOS Azulejo): museu.pj@pj.pt
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Rita Almada Negreiros.
Amoras
quem foi que te amadurou?
Foi o sol e a geada
e o calor que ela apanhou.
E o calor que ela apanhou
debaixo da silveirinha;
Ó minha amora madura
minha amora madurinha.
Há silvas que dão amoras
há outras que as não dão
há amores que são leais
e há outros que o não são.
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Canção popular portuguesa.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Eros e Psique
A vida o mundo a cor
o riso o pranto o sonho
o dia a noite a luz
quisera eu dar-te.
Somente nada tenho.
Que mais posso fazer
senão amar-te?
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Poema de João Mattos e Silva (1972).
sábado, 11 de julho de 2009
«Noivado»
Estão de branco as salinas
e noivam assim puras
com a terra.
O mar na despedida
da emoção
tece de espuma grinaldas
deixadas por pudor
sobre as areias.
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João Mattos e Silva
in Itntempral (2003).
sexta-feira, 10 de julho de 2009
«Mar»
em cada sonho meu
e sempre um barco
que em teu olhar aporta.
Há sempre sal e espuma
e sempre ausência
e sempre uma chegada
e sempre a inconstância
do mar que vem e vai
em marés de desejo.
Há sempre mar
e sempre uma saudade
nos reflexos do sol
nos refluxos de um beijo.
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Poema de João Mattos e Silva
in Intemporal (2003).
... «Any road will get you there» ?
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Lewis Carroll
Citado por The Dutchess, 8 de Julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Exposição Fantin-Latour na Gulbenkian
Fui ontem à exposição de Fantin-Latour no Museu Calouste Gulbenkian. É lindissima e gosto muito da obra deste pintor. Foi um artista francês, contemporâneo dos pintores impressionistas e com eles se relacionou. Contudo, a sua obra diverge daquela que caracterizou o Impressionismo: cenas de interior (retratos e naturezas mortas) e composições históricas (influenciadas por Wagner e pela música em geral), em vez de paisagem.Há muita sobriedade, nostalgia e silêncio nas suas obras, que, em alguns casos, fazem a ligação com o Simbolismo - pelo menos no sentido da intimidade e da introversão. O seu estilo caracteriza-se por uma grande leveza e transparência de pincelada, sendo ele um mestre na utilização dos esfumados. Algumas pinturas parecem ser minuciosas ao longe e, quando nos aproximamos, perdem o detalhe.
Fantin-Latour dedicou-se a fazer obras de homenagem aos artistas seus contemporâneos, nomeadamente a Delacroix, Manet e Berlioz, entre outros, destacando-se entre os retratos de grupo o quadro Le Coin de Table (presente na exposição), que homenageia os poetas franceses, entre eles Rimbaud e Verlaine. Muitos retratos eram de familiares, nomeadamente de mulheres, os quais deixam transparecer mais intimidade, mas também maior melancolia. Outro tema que o celebrizou foi a pintura de flores, exemplificada pela natureza-morta aqui reproduzida, presente na exposição.
Toda a sua obra é preenchida por uma quietude serena, apresentando-nos um mundo simultaneamento belo e melancólico, solitário mesmo nos retratos de grupo, silencioso mesmo nos temas musicais. Académico, mas moderno, ele foi um pintor do seu tempo, tal como pedia Baudelaire.
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Texto de Margarida Elias.
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Henri Fantin-Latour (1836-1904)
Museu Calouste Gulbenkian - 26 de Junho a 6 de Setembro de 2009.
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Outros links:
Corot em Madrid
Fantin-Latour
Art Renwal Center
terça-feira, 7 de julho de 2009
A paisagem como cenário
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«Momento XV»
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Revejo-me num espelho sem contorno,
sem nada.
O mar silencioso dá-me sempre igual
uma alma inacabada.
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Poema de João Mattos e Silva (1968).
segunda-feira, 6 de julho de 2009
A vida
Desenho de Margarida Elias, Desenho de Modelo (1988).
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Bruce Crampton.
sábado, 4 de julho de 2009
Trabalhar a pedra
Fotografia de Margarida Elias (Serra de Montejunto, 2009).
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«The finest workers in stone are not copper or steel tools, but the gentle touches of air and water working at their leisure with a liberal allowance of time».
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Henry David Thoreau
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O rosto I
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Paul Evdokimov, L’Art de l’Icône, Théologie de la Beauté (1970).
Encontrar a Beleza
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«O que os neurocientistas reconheceram é que, quando bem-sucedida, a arte intensifica ou aprofunda os conteúdos emocional, perceptual e cognitivo de experiências que ocorrem em muitos outros contextos não estéticos, incluindo a própria vida quotidiana. Não é propósito da arte (...) o retrato ou a representação fiel da realidade, mas sim ampliá-la, transcendê-la ou até mesmo distorcê-la. Esta é também a forma que a arte encontrou para conhecer a verdade e criar beleza e, embora a definição desta continue a iludir-nos, o conceito de beleza é ainda o valor estético mais seguro. Por seu lado, os neurocientistas continuam a busca incessante para lhe apreender o sentido e revelar a sua intimidade biológica. Mas não seria melhor preservar-lhe o mistério?».
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
A face humana
Pintura de Jean Auguste Dominique Ingres, Retrato de Louis-François Bertin (1832, Museu do Louvre, Paris).João Lobo Antunes (2008).
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Seleccionar
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Citação in João Lobo Antunes (2008).
terça-feira, 30 de junho de 2009
A Arca de Noé
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Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.
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O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.
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E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca
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Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.
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Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: "Boa terra
Para plantar minhas vinhas!"
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E sai levando a família
A ver; enquanto, em bonança
Colorida maravilha
Brilha o arco da aliança.
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Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.
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E logo após, no buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.
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Enquanto, entre as altas vigas
Das janelinhas do sótão
Duas girafas amigas
De fora as cabeças botam.
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Grita uma arara, e se escuta
De dentro um miado e um zurro
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro.
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A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair.
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Vai! Não vai! Quem vai primeiro?
As aves, por mais espertas
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas.
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Enquanto, em grande atropelo
Junto à porta de saída
Lutam os bichos de pêlo
Pela terra prometida.
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"Os bosques são todos meus!"
Ruge soberbo o leão
"Também sou filho de Deus!"
Um protesta; e o tigre – "Não!"
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Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais.
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Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.
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Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista.
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Na serra o arco-íris se esvai...
E... desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Na terra, e os astros em glória
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Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
A fala mansa dos bichos
Na terra repovoada.
Vinicius de Morais.
in Poesia completa e prosa: "Poemas infantis"
in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O Espelho
Paulo de Tarso (São Paulo), 1 Coríntios 13 (12).
sábado, 27 de junho de 2009
Tocam os sinos da torre da igreja
Fotografia de Margarida Elias, Torre da Igreja do Ramalhal (2009).
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Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passar a procissão.
Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.
Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!
Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!
Com o calor, o Prior vai aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.
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Letra: António Lopes Ribeiro.
Intérprete: João Villaret.
Um Arraial Infantil
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Quo Vadis
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Em seguida o sol emergiu de sob o dorso das montanhas, e um espectaculo singular impressionou o olhar do Apostolo. Pareceu-lhe que a esphera loura, em logar de se elevar nos céos, deslisára do alto das montanhas e seguia horisontalmente a estrada.
Pedro parou e disse:
- Vês aquella claridade que avança para nós?
- Não vejo nada - disse Nazario.
Mas Pedro abrigou os olhos com a mão direita, e tornou, passado um momento:
-Vem ahi um homem, direito a nós, entre a irradiação do sol.
Comtudo, não chegava aos seus ouvidos nenhum som de passadas. Em torno, reinava o silencio absoluto. Nazario via apenas que ao longe estremeciam as arvores, como se as agitasse uma mão invisivel, e que pela planicie se espalhava, cada vez mais ampla, a claridade.
E olhou para o Apostolo com surpreza.
- Que tens, Rabbi? - exclamou elle com voz anciosa.
Das mãos de Pedro escorregára o bordão, e caira por terra. Tinha os olhos fitos em frente, a bôcca entreaberta e a sua physionomia reflectia o assombro, a alegria, o extase...
Prostrou-se no chão, com as mãos estendidas. E da sua bôcca sairam as palavras:
- Christo! Christo!
E o seu rosto collou-se á terra, como se beijasse pés invisiveis. Longo tempo o silencio reinou. Depois a voz do velho elevou-se, quebrada de soluços:
- Quo Vadis, Domine?...»
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Henrik Sienkiewicz, Quo Vadis, Versão de Mayer Garção, Biblioteca Popular, Lisboa, 1900.
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Captar pessoas
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Mariana Pinto dos Santos (2006).
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Ermida de São João Baptista
terça-feira, 23 de junho de 2009
Uma edificação de Catefica
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«(...) modificamos la naturaleza incluso al caminar sobre la hierba, mas aún con la arquitectura (...) Esto es una auténtica agresión, pero es a través de esta violencia como se evidencia la naturaleza, eso dibuja la separación, el movimiento, el contacto y el ritmo entre el hombre y la naturaleza».
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Sverre Fehn (1994), citado por Iván I. Rincón Borrego.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
A Arte e o Real
sábado, 20 de junho de 2009
Chegou o Verão
Fotografia de Margarida Elias, Praia de Santa Cruz (Junho de 2009).
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In winter I get up at night
And dress by yellow candle-light.
In summer quite the other way
I have to go to bed by day.
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Robert Louis Stevenson.
Nossa Senhora com o Menino Jesus

Registo: Gravura religiosa ou imagem de um santo, com que se assinala uma passagem num livro de devoção.
Imagem: Estampa que representa assunto religioso.
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Cândido de Figueiredo (imp. 1981).
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Sacré Coeur
Uma das minhas igrejas preferidas em Paris, por variadas razões. No interior encontra-se uma imagem de Santa Teresa, que me faz lembrar com saudade a Tia Alda.
Alguns dados sobre a igreja que tirei de outro site:
La construction est commencée en 1876 sur la Butte Montmartre, elle s'achève en 1910 et est consacrée en 1919.
Le Sacré-cœur long de 100m et large de 50m est surmontée d'un dôme haut de 83m.
Le campanile haut de 84 m abrite une cloche pesant 18.5 tonnes avec son battant de 850kg.
La construction de cette basilique de style romano-byzantin dédiée au Sacré-cœur fut déclarée d'utilité publique par l'Assemblée Nationale en 1873.
La construction est commencée en 1876 sur les plans d'Abadie largement inspirés de l'église St Front de Périgueux dont il fut le restaurateur.
L'intérieur renferme des trésors de décoration: sculptures en marbre, vitraux et mosaïques.
La colline de Montmartre est le point culminant de Paris avec ses 130 mètres de hauteur.
Du parvis de l'édifice on a une très belle vue panoramique de Paris.
On peut accéder à la Butte Montmartre grâce à un funiculaire original.
Juste à coté, l'Eglise Saint Pierre de Montmartre a été construite au milieu du XIIème siècle sur l'emplacement d'un édifice beaucoup plus ancien (sans doute remontant à l'époque Gallo-romaine).
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In Paris 1900.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
A paisagem (segundo Eça de Queirós)
Eça de Queirós, A Tragédia da Rua das Flores, c. 1878 (ed. 1980).
quarta-feira, 17 de junho de 2009
O Retrato (segundo Eça de Queirós)
Pintura de Albert Edelfelt, Louis Pasteur (1885, Museu de Orsay, Paris).---
«Um retrato decerto, pode ser uma obra de arte: mas é necessário um modelo: pinta-se quem tenha uma alma, uma ideia, uma acção grandiosa (...)».
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terça-feira, 16 de junho de 2009
O Realismo (segundo Eça de Queirós)
Vítor encontrou-o desenhando à luz de um candeeiro de petróleo, coberto com um abat-jour verde, que fazia cair uma luz crua sobre uma larga folha de papel, riscado de grossos traços confusos de craião (...).
A arte não era senão isto - uma força da natureza: e como tal devia ser aproveitada em proveito da civilização (...).
A arte deve ser essencialmente revolucionária. Um quadro deve ser um livro: deve ser um panfleto: deve ser um artigo de jornal.
E tudo isto meu amigo, num processo de pintura novo: nada do acabado, do estudado, do amaneirado, do trabalhado da pintura de luxo, da decoração. Não, não. A pintura não é nada - a ideia é tudo. Traços largos, sombras indicadas, tons sóbrios, que dêem a impressão exacta da realidade. Pif, paf - e dava grandes pinceladas no ar - a expressão! A expressão é tudo! Com três borrões de tinta pinto-te um agiota».
Eça de Queirós, in Tragédia da Rua das Flores, c. 1878 (ed. 1980).
segunda-feira, 15 de junho de 2009
O Pitoresco (segundo Eça de Queirós)
sábado, 13 de junho de 2009
Olhai para as aves do céu
















