Fotografia de Margarida Elias (Serra de Montejunto, 2009).
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«The finest workers in stone are not copper or steel tools, but the gentle touches of air and water working at their leisure with a liberal allowance of time».
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Henry David Thoreau
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Pintura de Jean Auguste Dominique Ingres, Retrato de Louis-François Bertin (1832, Museu do Louvre, Paris).Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.
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O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.
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E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca
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Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.
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Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: "Boa terra
Para plantar minhas vinhas!"
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E sai levando a família
A ver; enquanto, em bonança
Colorida maravilha
Brilha o arco da aliança.
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Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.
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E logo após, no buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.
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Enquanto, entre as altas vigas
Das janelinhas do sótão
Duas girafas amigas
De fora as cabeças botam.
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Grita uma arara, e se escuta
De dentro um miado e um zurro
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro.
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A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair.
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Vai! Não vai! Quem vai primeiro?
As aves, por mais espertas
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas.
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Enquanto, em grande atropelo
Junto à porta de saída
Lutam os bichos de pêlo
Pela terra prometida.
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"Os bosques são todos meus!"
Ruge soberbo o leão
"Também sou filho de Deus!"
Um protesta; e o tigre – "Não!"
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Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais.
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Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.
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Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista.
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Na serra o arco-íris se esvai...
E... desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Na terra, e os astros em glória
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Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
A fala mansa dos bichos
Na terra repovoada.
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Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passar a procissão.
Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.
Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!
Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!
Com o calor, o Prior vai aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!
Letra: António Lopes Ribeiro.
Intérprete: João Villaret.
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Henrik Sienkiewicz, Quo Vadis, Versão de Mayer Garção, Biblioteca Popular, Lisboa, 1900.
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La construction est commencée en 1876 sur la Butte Montmartre, elle s'achève en 1910 et est consacrée en 1919.
Le Sacré-cœur long de 100m et large de 50m est surmontée d'un dôme haut de 83m.
Le campanile haut de 84 m abrite une cloche pesant 18.5 tonnes avec son battant de 850kg.
La construction de cette basilique de style romano-byzantin dédiée au Sacré-cœur fut déclarée d'utilité publique par l'Assemblée Nationale en 1873.
La construction est commencée en 1876 sur les plans d'Abadie largement inspirés de l'église St Front de Périgueux dont il fut le restaurateur.
L'intérieur renferme des trésors de décoration: sculptures en marbre, vitraux et mosaïques.
La colline de Montmartre est le point culminant de Paris avec ses 130 mètres de hauteur.
Du parvis de l'édifice on a une très belle vue panoramique de Paris.
On peut accéder à la Butte Montmartre grâce à un funiculaire original.
Juste à coté, l'Eglise Saint Pierre de Montmartre a été construite au milieu du XIIème siècle sur l'emplacement d'un édifice beaucoup plus ancien (sans doute remontant à l'époque Gallo-romaine).
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In Paris 1900.
Pintura de Albert Edelfelt, Louis Pasteur (1885, Museu de Orsay, Paris).

Pintura de Jan Davidz de Heem, Eucharist in a Fruit Wreath (1648, Kunsthistorisches Museum, Vienna).

Fotografia de Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro (1875, Centro de Documentação do Museu da Cidade, Lisboa.).
«La piedra es, para Pikionis, un elemento metafísico en sí misma; más allá de la propria estructura formal y de la escala, la piedra contiene una gran lección: "Los bordes de tu perfil se convierten en laderas de una colina, en crestas de una montaña, en declives y precipicios abisales, tus huecos son grutas, y de las grietas de la roca rosácea fluye silente el agua. En la Parte se esconde el Todo. Y el Todo es la Parte. Tú, piedra, trazas el diagrama de un paisaje. Eres el paisaje mismo. Aún más, eres el Templo que coronorá los peñascos de tu Acrópolis" (...)».
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Pikionis (1935), citado por Darío Álvarez.